SOFIA GREGA

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quarta-feira, 2 de dezembro de 2009

>>>EXCLUIR A EXCLUSÃO


A crise econômica mundial ocorrida na idade contemporânea evidencia a pobreza. E com transparência é perceptível a divisão entre pobre e rico, em que o pobre é miserável e ousado enquanto o outro se caracteriza como rico, minoritário e temeroso. Neste contexto, é possível não haver exclusão de pessoas que vivem à margem de uma sociedade capitalista, sendo que a constituição garante direitos iguais para todos? Onde estão esses direitos?
Se somos iguais perante a lei e a constituição do nosso país, por que, então, poucos vivem com excelentes condições de vida, além de privilégios e regalias, enquanto outros estão mendigando, buscando sobreviver de maneira indigna, humilhante? O que fazer com essa realidade? Simplesmente fechar os olhos e caminhar adiante, e ignorar o que se passa ao nosso redor? Ou dizer que está tudo bem, por que isso é culpa da sociedade, resultado da atual globalização?
O marco inicial da exclusão social não se deu neste século. Vale ressaltar, que perdura desde antiguidade grega, quando escravos, mulheres e estrangeiros eram excluídos, sendo que para os gregos isso era natural. Já na nossa realidade é a causa de um sistema que oprime e reprime sufocando uma grande maioria, que vive de maneira desumana, em aglomerados e cortiços de grandes e pequenas cidades. Deste modo, a pobreza gera fome e miséria, fruto da desigualdade social.
Na verdade, o que falta devolver a essa gente excluída, é a dignidade de viver como pessoas dignas, oferecer oportunidades, empregos, melhores condições de vida, distribuição de renda igualitária. Pois, deste modo, torna-se possível a inclusão de pessoas em uma sociedade mais justa e fraterna, onde todos são capazes de partilhar e comer do mesmo pão. Pão que dignifica, confraterniza e, o mais importante, nos torna menos diferentes e injustiçados.

CHNS.
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009

>>>“EU” AO EXISTIR, QUEM SOU?


O existencialismo está cada vez mais presente de maneira bem visível, expressa na angustia humana, o homem enquanto um modo de ser no mundo, na constante busca de um sentido, significado para a vida, mediante a insegurança, o desabrigo, a fome, miséria, medo, desespero, entre outros questionamentos tais como: O que é viver? Será simplesmente existir? Por que existo? Para que existo?
Na cidade, há o contraste do progresso, tecnologia, versos ser humano, dignidade quanto à existência e relação; viadutos e pontes de concretos são construídos, diversas obras são realizadas em nome de um progresso, mas muito nos falta, à construção de pontes, elos, a cerca do relacionamento humano, “eu” sou, “eu” existo enquanto massa, multidão. O sistema do individualismo é perverso, com a correria e cada um por si em busca de seus interesses, o outro é indiferente, não importa em que situação esteja; segunda o filósofo alemão Kierkegaard, é dominante a angustia na relação do homem com o mundo.
A metrópole não é outra coisa senão o lugar de contraste. Nela, prédios altos e de cima dos viadutos, símbolos do progresso, ‘outdoors’ apresentam em destaque, o avanço tecnológico, o modelo de vida a ser copiado. E logo embaixo dos viadutos, a realidade dura e crua, alguns seres humanos quanto existência, ali está a mendigar, enquanto outros passam em silêncio, de cabeça baixa e passos ligeiros caminham de lá para cá e vice-versa e lhe são indiferente. Essa situação, já não incomoda, parece não dizer nada.
A vida dos seres; plantas, árvores ser humano adormecido pelo esquecimento, ignorado pelos olhares perdido dos que trafegam. Seres humanos sem “identidade”, deitado sobre a grama, igualado as flores; vidas que não discrimina, nem ignora sua existência? A dignidade humana se esvaindo, dentro de carrinhos de carregar papelão, no chão, na via, entre às pessoas.
Se existir é relacionar-se com o mundo, com as coisas, com os outros homens, o que dizer no que diz respeito aos que são anônimos nas ruas, nas praças, em baixo dos viadutos e nas calçadas, não possuindo esses; casa, trabalho, nem mesmo alimentação nas horas que lhes são necessárias, qual a relação destes com as demais camadas sociais? Existir é encontrarem-se lançados no mundo sem relação com os demais seres humanos de uma mesma sociedade?
CHNS.
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