SOFIA GREGA

Feito pensando em você

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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

>>>O LUGAR DA FILOSOFIA

«Vamos dar início ao curso de introdução à filosofia, colocando e procurando resolver algumas das questões principais desta disciplina. Vós vindes a estas aulas, e eu também, para fazermos algo juntos. Di-lo o tema: vamos fazer filosofia.
A filosofia é, antes de mais, algo que o homem faz, que o homem tem feito. A primeira coisa que devemos tentar, pois, é definir esse ‘fazer’ a que chamamos filosofia. Devemos dar pelo menos um con­ceito geral da filosofia e talvez fosse essa a incumbência desta pri­meira aula: a de explicar e de expor o que é a filosofia. Mas isso é impossível. É absolutamente impossível dizer de antemão o que é filosofia. Não se pode definir a filosofia antes de a fazer; como não se pode em geral definir nenhuma ciência, nem nenhuma disciplina, antes de entrar directamente no trabalho de a fazer.
Uma ciência, uma disciplina, um ‘fazer’ humano qualquer, recebe o seu conceito claro, a sua noção precisa, quando o homem já domina esse fazer. Só sabereis o que é filosofia quando fordes real­mente filósofos. Por conseguinte, não posso dizer-vos o que é filoso­fia. Filosofia é o que vamos fazer juntos, durante este curso na Uni­versidade de Tucumán.
Que quer isto dizer? Quer dizer que a filosofia, mais do que qual­quer outra disciplina, necessita de ser vivida. Necessitamos de ter dela uma ‘vivência’. (...) Para vivê-la, é indispensável entrar nela. (...) Só então essa definição terá sentido, estará cheia de sentido, porque terá dentro dela vivências pessoais. Ao contrário, uma definição que se dê de filosofia, antes de a ter vivido, não pode ter sentido, resul­tará ininteligível.»

M. García Morente , Lecciones Preliminares de Filosofia, Buenos Aires, Ed. Losada, 1943, pp. 1-2
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

>>>PARA QUE SERVE A FILOSOFIA?

DEPOIMENTO 1
À primeira vista, entendemos a filosofia como algo enigmático, profundamente abstrato e distante da realidade. Essa visão da filosofia decorre dos complexos trabalhos de pensadores que, ao longo da história, refletiram e buscaram diferentes respostas sobre questões que continuamente fazemos ao longo de nossa existência. Indagações sobre o conhecimento, sobre os valores, sobre a natureza, sobre a beleza, sobre o homem.
DEPOIMENTO 2
Essas inquietações decorrem da necessidade que todo ser humano tem de compreender o significado do mundo e de si mesmo. Na busca dessa compreensão criamos novos significados, questionando e tecendo uma teia de relações cada vez mais abrangentes que nos indiquem respostas, mesmo que provisórias.
DEPOIMENTO 3
Desta forma, o primeiro passo para a filosofia é a inquietação que conduz ao questionamento. O objeto da filosofia é a reflexão, o movimento do pensamento que nos permite recuar, nos distanciarmos dos fatos aparentemente banais para buscarmos seus fundamentos.
DEPOIMENTO 4
Se é verdade que continuamente refletimos, nem sempre refletimos com radicalidade, ultrapassando as fronteiras da superficialidade para buscarmos as raízes de nossa forma de pensar e agir no mundo. A reflexão radical requer um caminho que nos garanta esse aprofundamento, ela deve ser organizada, ciente dos princípios e dos objetivos que almeja. Radicalidade, sistematização e abrangência são as marcas da Filosofia que nasce da experiência humana, da tentativa do ser humano de compreender a si mesmo e tudo que o cerca, valendo-se da autonomia da razão para criar e recriar conscientemente o mundo em que vivemos.
DEPOIMENTO 5
A complexidade da filosofia está na enigmática e surpreendente aventura de idéias que nos identifica e nos diferencia de outros seres. Portanto, a filosofia está presente na ciência, na arte, no mito, na religião, no cotidiano. Embora possamos afirmar que a filosofia esteja presente nas diversas manifestações do humano, ela não se confunde com nenhuma dessas formas de conhecimentos específicos, mas as fundamenta. Essa busca de fundamentos faz da história da filosofia uma história sem fim, porque diz respeito a todos em todas as épocas. Por isso, nunca é cedo ou tarde demais para iniciarmos essa aventura do filosofar.
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terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

>>>O GAROTO QUE FUGIA DA FILOSOFIA

Quando eu era criança me veio o temor de eu não enxergar a mesma cor, que eu denominava verde, que a cor que outros denominavam também de verde. Dávamos o adjetivo “ verde” a um objeto que tinha a cor verde. Concordávamos: aquilo que apontávamos era verde. Mas, será que o “meu verde” era o mesmo que o “verde do outro”? Eu era um filósofo e não sabia. Eu cresci um pouco e achei que perguntas desse tipo não eram sérias, e que era coisa de criança. Quis largar a filosofia, e isso antes mesmo de chegar à adolescência.
Fiquei contente em perceber que a pergunta sobre o verde havia ficado no passado. Estava livre da filosofia! Ah, que bom! Nada de perguntas malucas, que poderiam me atrapalhar não só no esporte, mas também no namoro. Um filósofo não joga bola e ninguém quer namorar um filósofo – assim diziam e assim acreditei. Além disso, perguntas daquele tipo, que até sobreviveram comigo no tempo da escola primária, não tinham trazido pouco dissabor para minha vida em sala de aula. Ah! Livre delas, terminado o tempo da filosofia, eu poderia, enfim, ser normal!
Jogando bola e namorando, tudo iria bem. Os problemas existiam, mas eram outros. No esporte, a questão era a da estratégia no basquetebol. Como fazer o adversário pensar uma coisa que não se iria fazer e, assim, levá-lo a deixar que fosse feito o que eu realmente pretendia. Finta – eis aí o nome da coisa. No namoro, a questão às vezes era parecida, quase como a do basquetebol: as meninas da mesma idade, já bem mais maduras, queriam os moços, os mais velhos, e quando vinham para namorar com garotos, também fintavam: faziam que estavam apaixonadas e nós acreditávamos, mas não estavam. Nesse caso, não era finta o nome que dávamos, era traição. Como nos mordíamos com isso!
Um dia voltei à biblioteca do meu avô, que eu havia abandonado na pré-adolescência. Quando vi estava com um livro de filosofia nas mãos. Ele falava de ética e moral, e eis que os problemas da finta e da traição estavam lá. Enganar, dissimular, trair, divulgar ideologia etc. – tudo lá. Eu pensava ter me livrado da filosofia! Mas ela estava novamente comigo.
Resolvi, então, enfiar a cabeça nos estudos das “matérias principais” Chega de só namorar, só jogar bola e, é claro, chega de resvalar em filosofia. Uma vida normal – eis o que eu queria. Uma vida normal implicava em ter uma profissão. Então, deveria passar no vestibular, fazer universidade e ganhar o chamado mercado de trabalho.
Comecei a estudar matemática para valer. Mas, rapidamente, as coisas ficaram complicadas. Eu havia aprendido bem o Teorema de Pitágoras. E já o havia aplicado à diagonal de um quadrado de lado unitário. Mas, um pouco mais velho, essa operação fez novo sentido para mim. O resultado: raiz quadrada de dois. Ora, mas essa raiz não dá um número que eu possa determinar e, no entanto, estou vendo ali que a diagonal tem começo e fim, tem de ter um número finito determinável. O cálculo mostra uma coisa, a visão mostra outro. Como? Quem estaria certo: o intelecto que aplicou o Teorema ou os olhos que não concordam com o resultado da aplicação? Não foi nem preciso eu voltar à biblioteca do meu avô para ver que estava eu, novamente, envolto com algo que não era só da ordem da matemática, mas da filosofia.
Não podendo vencer o inimigo, tratei de me unir a ele. Aceitei a filosofia como a companheira que iria fazer parte da minha vida. Mas, quando vi, ela era toda a minha vida. Eu já não era nada a não ser filósofo. E eis que me peguei com todos os problemas que citei antes, em níveis diferentes. E então vi que isso dependia de conversa, debate, vida pública, fala com outros. E que isso era possível em um lugar com liberdade. Para ser filósofo, para ser eu mesmo, precisava de liberdade. E aí fui eu pela vida, filosofando e buscando a liberdade. Buscando a liberdade e filosofando.
Ah, o basquete? O tempo tornou as pernas duras. Ah, as mulheres? Gostei bastante e ainda gosto, obrigado! Tenho a melhor delas.
Paulo Ghiraldelli Jr, filósofo.
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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

>>>D E B A T E - TRABALHO E DIGNIDADE

"O trabalho dignifica o homem" X "O trabalho escraviso o homem".
Interprete e discuta, comente essa contradição.
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

>>>AULAS DE FILOSOFIA

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

>>>ADOLESCENTES: DESAFIO PARA EDUCAÇÃO


Por que é tão difícil o conceito Educação na adolescência?

Este com certeza é mais um desafio da vida, tanto de um pai, como de um professor, mas um importante desafio que acaba por resultar em crescimento moral para os jovens.
Os conflitos e discussões, ainda que sejam freqüentes, não têm a ver com a personalidade dos pais nem com a deles.
Quando jovens, há sem dúvida uma necessidade deles se tornarem independentes e construírem seu próprio projeto de vida.
O grande problema, é que em grande parte não se educa na adolescência.
A criança pode e deve ser educada nos primeiros anos de vida, que é a fase em que devem ser impostos os limites, porém se a criança cresce sem nenhum senso de limite, com certeza não os acatará na adolescência.
Outro fator que provém a ausência educacional são as mudanças do mundo. Atualmente, tudo está liberado demais e realmente não saberemos onde vamos parar, qual será o futuro do Brasil.
Temos que ter consciência, tanto pais como educadores que educar adolescentes implica um amor redobrado, tanto pelo ser humano como pela profissão, e essa consciência de dar a importância dos limites e do direcionamento de suas conquistas para a vida, projeta ao adolescente o principal fator aqui discutido, uma boa educação.
A importância de poder contribuir para uma educação consistente na adolescência nos faz capaz de formular questões relevantes e no campo social.
Sabemos que as dificuldades vivenciadas na atualidade por inúmeros professores e educadores, em especial àqueles que se dedicam ao ensino de adolescentes, nos faz repensar que e até nos perguntar: " Será que a tarefa de educar adolescentes tem sido considerada uma "missão impossível?"
Não é fácil responder a esta pergunta, principalmente nos dias atuais, mas o consentimento de ducação e prioridade de ensino deve estar em cada professor e educador, afinal, sem eles, do que vie uma sociedade?
ALEXANDRE VIEIRA,
Graduado pela USP em Licenciatura em Educação Física (Aluno-especial - 1996) Graduado pela UNISA em Licenciatura e bacharelado em Educação Física (1998).
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quarta-feira, 13 de janeiro de 2010

>>>D E B A T E - LIBERDADE


O que é então a liberdade?
Sartre filósofo francês (1905–1980) questiona. Será a liberdade uma condenação inerente à vida – nascemos livres e até escolher não escolher é uma escolha -

Ou

Será que a liberdade é apenas o desconhecimento das causas que nos levaram a agir determinada maneira, como diz Spinoza filósofo alemão (1632-1677)?


...Estes e entre outros questionamentos requer uma reflexão.
O que você amigo internalta, pensa e pode contribuir com este assunto.
Sua reflexão a qui é muito bem-vinda e é de fundamental importância sua participação.
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